As madrugadas de Carol


Era uma vez uma mulher muito meiga chamada Carolina.


Carolina era casada com Gustavo e tinha uma filha chamada Elisa.


Elisa era uma bebezinha de apenas 2 meses, bem calma diga-se de passagem, acredito que era porque Carol frequentemente criava um ambiente tranquilo em sua casa para que Elisa não tivesse tantos estímulos desnecessários.

Ela não usava telas para entreter Elisa, por exemplo, e nem usava músicas agitadas e também não usava brinquedos eletrônicos.


Carol estudou muito sobre os processos cognitivos e os saltos de desenvolvimento dos bebês, ela estava segura dos cuidados com Elisa, mas uma coisa que mesmo estudando continuava sendo muito difícil, eram as mamadas da madrugada.

Elisa acordava pouco, umas duas vezes por noite, mas o que tornava as mamadas difíceis, era que Carol acordava e Gustavo continuava dormindo, ele dizia:

  • Preciso dormir, tenho que trabalhar bem cedo e você não precisa enquanto está de licença maternidade.


As mamadas da madrugada estavam se tornando muito pesadas, Carol não entendia como um ato tão lindo que era amamentar a fazia sentir tão solitária e desamparada.


Em uma dessas mamadas noturnas, Carol tropeçou e bateu as costas, Gustavo a levou para o hospital o mais rápido possível.

Não era nada muito grave, mas Carol precisaria ficar internada por dois dias.


Ela tirou seu leite, deu a Gustavo e disse:

  • Faça seu papel de pai, não deixe nossa filha passar fome.


Foram os dois dias mais tensos da vida de Gustavo.

Quando Carol voltou para casa, Gustavo estava parecendo um zumbi.


Gustavo nunca mais deixou Carol sozinha nas mamadas noturnas e muitas vezes pedia para Carol continuar dormindo enquanto cuidava das mamadas da pequena Elisa.


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