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A igualdade além das flores

7 de mar. de 2025
2 min de leitura




Imagine acordar todos os dias sabendo que, por mais que você se esforce, seu valor será questionado, seu espaço será limitado e sua voz, muitas vezes, silenciada. Assim é a realidade de milhões de mulheres, mesmo em pleno século XXI. O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data para homenagens superficiais, mas um grito por justiça em uma sociedade que ainda cobra um preço alto demais pelo simples fato de ser mulher.


A luta por equidade de gênero é uma batalha antiga, marcada por conquistas importantes, mas também por muitos obstáculos persistentes. Enquanto muitos pontos avançaram, as estruturas profundas de desigualdade ainda persistem, abaixo um exemplo em três esferas:

Ambiente familiar

A mulher continua carregando, sozinha, o peso do trabalho doméstico e do cuidado com a família. Mesmo quando trabalha fora, é ela quem organiza a casa, educa os filhos e cuida dos idosos. Segundo dados do IBGE, as mulheres dedicam, em média, 19 horas semanais a mais que os homens em tarefas não remuneradas.

É a "dupla jornada" que rouba seu tempo, seu descanso e, muitas vezes, seu reconhecimento.

Ambiente corporativo

O teto de vidro ainda é uma realidade. Enquanto homens ascendem mais rápido a cargos de liderança, mulheres enfrentam salários menores, no Brasil, a diferença chega a 30% para funções equivalentes e preconceitos velados, como a desconfiança em sua capacidade de liderança por "serem emocionais" ou "priorizarem a família".


Ambiente social

A violência simbólica está em detalhes cotidianos, desde comentários que reduzem mulheres a seu corpo até o assédio nas ruas. Um exemplo chocante é o medo constante de sair sozinha à noite, enquanto homens transitam livremente. Dados da ONU mostram que 1 em cada 3 mulheres já sofreu violência física ou sexual globalmente — uma estatística que desnuda a hipocrisia de um mundo que ainda normaliza a opressão.


Essas desigualdades não são "exageros feministas". São feridas abertas que exigem mais do que palavras: exigem ação. E isso inclui os homens. Reconhecer privilégios, questionar estereótipos e ser aliado na construção de um mundo mais justo é urgente.


No vídeo que preparei, compartilho 5 dicas práticas para que homens possam contribuir ativamente nessa transformação.

Porque a igualdade não é uma luta de mulheres contra homens, mas de todos contra um sistema que nos aprisiona.

A mudança começa quando deixamos de ser espectadores e nos tornamos parte da solução.

Assista ao vídeo e junte-se a essa causa.

O futuro da equidade depende de cada um de nós.

 
 
 

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